Revolução contra o câncer: Brasil alcança marco histórico com 1ª terapia CAR-T 100% nacional e 72% de remissão completa

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Porto Velho ,08/04/2026

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Revolução contra o câncer: Brasil alcança marco histórico com 1ª terapia CAR-T 100% nacional e 72% de remissão completa

Estudo CARTHIAE, financiado pelo PROADI-SUS, obteve 81% de resposta em pacientes com leucemias e linfomas que já não respondiam a outros tratamentos.

Hospital Israelita Albert Einstein / Ministério da Saúde / PROADI-SUS / Agência Nacional de Vigil
Revolução contra o câncer: Brasil alcança marco histórico com 1ª terapia CAR-T 100% nacional e 72% de remissão completa Reprodução/ INCAF

O Brasil acaba de escrever um dos capítulos mais importantes de sua história na medicina. Pela primeira vez, uma terapia celular CAR-T (Chimeric Antigen Receptor T-Cell Therapy) — considerada uma das fronteiras mais avançadas do mundo no combate ao câncer — foi desenvolvida, manufaturada e aplicada integralmente em território nacional.

Os resultados do estudo CARTHIAE, conduzido pelo Hospital Israelita Albert Einstein e financiado pelo Ministério da Saúde via PROADI-SUS, são animadores e robustos: 72% dos pacientes alcançaram remissão completa da doença.

O que isso significa?
O estudo focou em pacientes com neoplasias de células B (como linfomas e leucemias agudas) que estavam em estado crítico, ou seja, não respondiam mais a quimioterapias ou transplantes de medula óssea. Para essas pessoas, a terapia representou uma nova chance de vida.

  • 81% apresentaram resposta ao tratamento.

  • 72% tiveram remissão completa (desaparecimento dos sinais do câncer).

Inovação "Point-of-Care"
O grande diferencial deste marco é o modelo de produção "point-of-care" (no local do cuidado). Até então, terapias CAR-T disponíveis no Brasil dependiam do envio das células do paciente para laboratórios nos Estados Unidos ou Europa para serem modificadas, um processo que custa milhões de reais e leva semanas.

No estudo CARTHIAE, aprovado pela Anvisa como o primeiro ensaio clínico fase I do tipo no país, a modificação genética das células de defesa do paciente foi feita dentro do próprio Hospital Albert Einstein. Isso garante:

  1. Agilidade: O tempo entre a coleta e a infusão cai drasticamente.

  2. Custo: Redução significativa no valor do tratamento, viabilizando futura incorporação ao SUS.

  3. Soberania: O Brasil deixa de depender exclusivamente de tecnologia estrangeira.

Como funciona o CAR-T?
A terapia consiste em retirar as células de defesa (linfócitos T) do sangue do paciente, modificá-las geneticamente em laboratório para que aprendam a reconhecer e atacar o tumor, e depois reintroduzi-las no corpo. É como dar um "GPS" e "armamento pesado" para o sistema imunológico destruir o câncer.

Este avanço coloca o Brasil como pioneiro na América Latina em manufatura hospitalar dessa tecnologia, abrindo caminho para salvar milhares de vidas no futuro próximo.




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